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Previna-se contra o AVC


Data: 06/11/2019

Previna-se contra o AVC

O Dia Mundial do AVC (World Stroke Day) foi comemorado no dia 29 de outubro. A data busca conscientizar sobre os riscos de ocorrência da doença e ressalta a importância do acesso às informações e às ferramentas de prevenção, diagnóstico e tratamento do AVC, que podem salvar vidas e diminuir as chances de sequelas nos pacientes.

De acordo com a World Stroke Organization (WSO), o risco individual da doença aumentou ao longo dos anos, e agora é de 1 em cada 4 pessoas. O AVC é a segunda causa de morte no mundo e a primeira causa de incapacidade. Pode atingir qualquer um, em qualquer idade.

Por isso é fundamental, disseminar informações e o acesso ao tratamento, destaca a Dra. Soaria Ramos Cabette Fábio, coordenadora da área de Neurologia do Hospital da Unimed Ribeirão Preto. “Apesar de muito se falar sobre AVC, ainda existe um desconhecimento grande sobre a doença e sobre a importância do reconhecimento precoce dos seus sintomas e o imediato diagnóstico e tratamento para minimizar as sequelas, e melhorar a qualidade de vida e sobrevida dos pacientes”, explica a neurologista.

Existem dois tipos de AVC (isquêmico e hemorrágico). O isquêmico ocorre quando há a interrupção da circulação de sangue em uma região do cérebro, levando à morte celular daquela região. É o mais frequente dos tipos de AVC, correspondendo a aproximadamente 80% dos casos.

Já o hemorrágico ocorre quando um vaso sanguíneo se rompe espontaneamente dentro do cérebro. Com esse sangramento, há importante comprometimento da região, com inchaço e perda da função daquele território cerebral.

O Dr. Francisco Antonio Coletto, neurologista do Hospital da Unimed Ribeirão Preto, destaca que é importante entender que o AVC começa de forma abrupta, sem aviso prévio. “O início do quadro clínico é observado em minutos ou é constatado quando uma pessoa foi dormir normal e acordou com os sintomas. Começa de repente e não é progressivo ao longo de dias, semanas ou meses”, explica Coletto.

Os principais sinais de alerta, que orientam o reconhecimento de AVC são: 1 - Fraqueza muscular ou alteração da sensibilidade especialmente em um lado do corpo; mas também isoladamente na face, no braço ou na perna; 2 - Alteração aguda na linguagem: confusão, alteração na fala ou na compreensão; 3 - Alteração abrupta da visão em um ou ambos os olhos; Alteração aguda do equilíbrio, da coordenação, sensação de forte tontura e dificuldade pra andar; 5 - Dor de cabeça súbita, intensa e diferente de todas as dores observadas anteriormente pelo paciente.

Atendimento imediato e especializado
Dra. Soraia Ramos Cabette Fábio ressalta que, ao aparecimento de qualquer um dos sintomas do AVC, é necessário o paciente ou seus familiares acionarem o atendimento com rapidez. Quanto maior o tempo gasto para o atendimento, mais tecido cerebral será comprometido e maiores serão as sequelas.  Deve-se ligar para 192 (SAMU), para algum serviço de ambulância ou levar o paciente ao serviço médico de urgência ou hospital preparado pra atender AVC.

A neurologista coordena no Hospital da Unimed Ribeirão Preto equipes multidisciplinares altamente especializadas no diagnóstico e tratamento de AVCe explica que os tratamentos são realizados de acordo com o tipo do AVC.  No caso do AVC isquêmico, que é o mais comum, chegando-se rapidamente ao hospital (até 4 horas a 4,5 horas) há a possibilidade de se fazer uso do medicamento trombolítico, que dissolve o coágulo, restabelecendo o fluxo de sangue na parte do cérebro com a circulação interrompida.

Em algumas situações também é possível um tipo de cateterismo para desobstruir este vaso sanguíneo. Esses tratamentos podem reduzir muito a chance de o paciente ficar com sequelas.

No caso de um AVC hemorrágico, a atenção vai ser para controlar o volume do sangramento e o inchaço do cérebro, além do controle dos fatores que poderiam estar contribuindo com o sangramento, como a hipertensão arterial, aneurismas, entre outros.

A finalidade da transferência rápida para avaliação médica é ganhar tempo para proteger o cérebro que está sendo lesado e diminuir as sequelas que poderão ser muito graves e incapacitantes ou mesmo levar o paciente à morte.  Os neurologistas do Hospital da Unimed ressaltam que é importante saber o horário que iniciaram os sintomas ou que o paciente foi visto normal pela última vez. Isso ajuda muito na tomada de decisão nesta fase inicial de tratamento.

“O atendimento pré-hospitalar e no hospital tem que ser rápido porque cada minuto que passa em que esse vaso permanece com a circulação comprometida, sem desobstruir, o paciente está perdendo neurônios, e isso aumenta o risco de sequelas irreversíveis. No caso do AVC isquêmico, se fizer o tratamento rapidamente, por meio do uso de medicamento, aumenta em 30% a chance de o paciente ficar sem sequela. Já o tratamento combinado com o cateterismo cerebral aumenta em até 70% a chance de não haver sequela”, explica a neurologista.

Os protocolos nacionais e internacionais recomendam o tempo máximo de 1 hora desde a da entrada no hospital, diagnóstico e início do tratamento, seja com medicamento ou cateterismo. A Unidade de Trauma e Emergência do Hospital Unimed Ribeirão Preto realiza esse procedimento em até menos de 30 minutos, informa a neurologista Soraia Ramos Cabette Fábio.

“Estamos preparados com equipe multidisciplinar altamente treinada para realizar o atendimento com extrema rapidez. Contamos com neurologista especialista em AVC 24 horas de plantão, enfermagem preparada para reconhecer os sintomas e acionar o neurologista. A equipe de radiologia está sempre disponível com prioridade para realizar o diagnóstico de imagem. E a equipe de radiologia intervencionista fica de plantão 24 horas para fazer o cateterismo cerebral para a desobstrução do vaso, se houver essa necessidade”, detalha a neurologista.

Prevenção
Segundo a World Stroke Organization (WSO), a prevenção pode evitar 90% dos casos de AVC. Por isso é importante conhecer os fatores de riscos não modificáveis, como idade e histórico familiar, e os modificáveis, aqueles em que é possível a intervenção com tratamento ou mudança de hábitos, como hipertensão arterial, doenças do coração, tabagismo, sedentarismo, diabetes, obesidade, entre outros.

Assim, as principais medidas de prevenção, recomendadas pelos médicos são: controle da hipertensão, diabetes e colesterol; seguir dieta saudável, realizar atividades físicas regulares; não fumar; limitar o consumo de bebidas alcóolicas; qualidade do sono; e saber reconhecer os sinais de alerta de um AVC, o que ajuda no tratamento precoce e especializado.




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